Posted by : Monik Ornellas

Essa é para mim uma verdade intransponível. A diferença entre poder ou não poder algo, está na minha percepção, posição ou envolvimento com esse algo. Um grande exemplo disso é a auto-superação.




Nós fazemos resistência o tempo todo contra eventos, pessoas e situações que estão em seu próprio caminho, porque, construímos dentro de nós idéias pré-moldadas sobre o que é ou não permitido. 


Mas, fatos são fatos.


Se eu não pudesse matar, realmente não poderia;
Se não pudesse amar, não poderia gostar nem mesmo da minha cadelinha;
Se, não pudesse ficar nua, meu corpo viria encrustado numa armadura;
Se não pudesse sentir prazer, meus olhos não ficariam extasiados, minha pele não arrepiaria com o frescor de uma brisa, as comidas teriam cor e sabor sintéticos, as flores não exalariam aromas maravilhosos e compartilhar o corpo com o outro não nos levaria ao nirvana;
Se não pudessem existir gays, então, não haveria o desejo no ser do mesmo sexo;
Se não pudesse falar o que desejo, não teria uma boca e pensamentos próprios;
Se não pudesse ser milionária, eu nem saberia o que significa tal coisa.



Só PODE quem têm? E quem não têm, PODE criar?


Há aquela idéia (absurda) que mesmo você tendo seus desejos, é preciso contê-los ou reprimi-los, pois eles são más, feios ou não se encaixam naquilo que a sociedade pede de você, eu, chamo isso de punição, controle e mais do que tudo, construir monstros-humanos. Falo sobre isso no meu texto sobre a loucura.


Muitas limitações estão há milênios em nosso inconsciente e acabamos vivendo em cercados que nem percebemos serem reais, assim, temos uma infinidade de "poderias" acessíveis, mas ainda não executáveis.


Outra forma muito interessante de "não poder o que se pode", é a crença comum em problemas insolúveis. Porquê? Porque tais problemas alimentam nosso drama pessoal e com isso nos fazem pessoas mais complexas, e nossa sociedade dá o maior valor para a complexidade e dificuldade intrínseca das coisas, caso contrário, a simplicidade e a facilidade seriam super valorizadas e os processos seriam desprezados. As pessoas se movimentam em volta dos problemas alheios como urubus, enquanto que desdenham daqueles que obtém o mundo com facilidade.


Penso que na maioria das vezes, somos nós que criamos auto-limitações intransponíveis porque DESEJAMOS acreditar na falta de alternativa, muito porque ter alternativas significa sair da zona de conforto, ter que correr atrás, se movimentar em caminhos desconhecidos, abrir mão da aprovação dos outros ou deixar de ser um fake de si mesmo, entre tantas outras possibilidades de ganhos emocionais.


Se eu não pudesse terminar com aquele relacionamento, o mundo seria feito de casais-prometidos-eternamente;
Se, eu não pudesse sair daquele emprego que me dá nos nervos, a porta da rua não estaria à minha disposição;
Se não pudesse ser feliz, não teria regozijamento num simples pôr-do-sol;
Se não pudesse viajar o mundo, seria um ser estático.


Para quê saber se algo é bom ou ruim, 
certo ou errado 
se eu não puder optar entre um e outro? 


É por demais interessante, que muitas pessoas criam situações "sem saída" para si mesmas, quando existem milhares de portas-exit ao seu redor. Dessa forma, encontramos milhares de pessoas que "não podem" ser felizes por causa do marido, do namorado, da família, do trabalho, da falta de estudo, de oportunidade, por deficiência, por causa do passado, do futuro, por causa do capitalismo, da conjunção astral, por culpa do governo, porque recebeu tal criação ou cultura, ou quem sabe, por causa do tal do carma.


Se eu não pudesse, então, não poderia, do verbo: não haveriam outras possibilidades nem no meu pensamento, nem em lugar algum. Se elas existem é porque, posso. E posso também não escolher nenhuma delas e dizer que não posso, pelos motivos que crio e me convenço que realmente não posso e não vejo saída. 


Se levarmos esse pensamento à todo tipo de coisa que não compreendemos, e, por consequência negamos sua existência ou possibilidade, ficaria mais fácil entender que existem trilhões de possibilidades verdadeiramente viáveis dentro desse universo que habitamos, para todo tipo de coisa.


O fato é que, aquilo que AINDA não podemos, nos impõe limitações físicas reais (muito por enquanto):


Ainda é um fato que a morte é certa (fisicamente falando);
Ainda é fato que não podemos atravessar paredes, voar, nos teletransportar, estar em dois lugares ao mesmo tempo, respirar dentro d'água, ter visão raio X, força além dos limites.......


Se os pássaros podem, nós também PODEREMOS.


Pessoalmente não acredito que tenhamos limites com relação à qualquer coisa, e sim, que esses limites foram/são construídos na nossa consciência, fazendo com que eles se tornem reais dentro da nossa percepção de realidade, mas, é somente questão de tempo, vontade e desejo essa desconstrução.


Então, o que você ACHA que não pode? Tenho tido grandes sacadas quando me questiono isso. 


A grande diferença de onde você está, para aonde quer chegar é a "construção da auto estima" . A auto estima nos dá a auto-permissão e dentro dessa permissão nos sentimos "poderosos" e merecedores. Algumas pessoas já vêm com essa auto-estima trabalhada, outras a constroem ao longo do caminho e muitas nem si dão conta desse processo.


Concluindo: se nos observarmos com carinho, todas as nossas limitações estão de acordo com nosso nível de percepção das coisas, pessoas e situações, bem como, todos os nossos julgamentos sobre o que é ou não permitido estão sedimentados no limiar de nossa cultura, sendo assim, abrir os olhos e desconstruir olhares antigos é dar um upgrade na nossa persona e abrir novos potenciais para uma vida com bônus de renovação constante.
Abraço!

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