Posted by : Monik Ornellas



Estou lendo vários livros ao mesmo tempo (como sempre). E uma mensagem comum está caindo como uma grande, pesada e reluzente ficha: o quanto temos de baixa estima e o quanto renegamos uma excelente auto estima.


Amar-se.

POR FALTA DE AMOR PRÓPRIO: não  nos concedemos tempo para aquilo que gostamos, não nos mimamos, não nos colocamos em primeiro lugar, não percebemos nossos limites (físico, emocional ou mental), não atraímos relacionamentos saudáveis, não damos a devida atenção as nossas necessidades,  não somos bem sucedidos nos negócios, não temos uma vida transbordante, não criamos uma realidade feliz e nem mesmo acreditamos que a felicidade realmente exista. Sem amor próprio não dá para acreditar em ser feliz.


A gente aprende que se "se amar" é um ato egoico, narcisismo puro, é feio, pecado e é também - e principalmente - não amar os outros. Nada a ver samba com enredo, tudo do avesso!


Nós não compreendemos - ainda - a essência do amor, eu não compreendo, percebi essa semana que falta muito amor na minha vida, e quando falo "amor", não estou me referindo à relacionamentos, embora eles também estejam inclusos, mas não só.


Falo de um olhar amoroso que começa no espelho, se estende às ações, se imprime nas criações e reluz em tudo. Um olhar amoroso que começa conosco, nos preenche e transborda. Eu acredito no amor dessa forma. Acredito que qualquer formato fora desse é um relacionamento de dependência e "alimentação". Entendo que é esse tipo de amor que dá sentido à vida. Podemos conquistar tudo: dinheiro, status, fama, mas sem essa parcela de amor intrínseca para nos mover, nada faz sentido.




Mas, vejo nitidamente esse preconceito em relação ao amor próprio e as formas que ele se imprime na realidade cotidiana. No último curso que ministrei uma aluna me relatou que tem uma vida maravilhosa: marido e filhos maravilhosos, não tem dificuldades ou problemas financeiros, família tranquila, uma vida próspera de forma geral, porém, toda vez que tem um momento de felicidade ou uma conquista, ela surta e entra em depressão. Ela se culpa por sua felicidade. Isso vem acontecendo com muita frequencia em pessoas que obtêm o que desejam facilmente, sem passar pelas cotas de sacrifício "necessárias" para se julgarem merecedoras do que têm.


Muitas pessoas acham que sua felicidade e prosperidade agridem os outros, e é por esse motivo que milhões de seres humanos vivem vidas medíocres, pois têm receio de exercitar seu potencial e ofuscar o outro. Tem também aquele famoso medo da inveja alheia, que já abordei no Bitola como processo de baixa estima. Medos bobos, sem sentido e auto sabotadores da auto estima.


Mas estou chegando à conclusão que o mundo precisa cada vez mais de pessoas com uma auto estima altíssima e sem medo de ser feliz, literalmente. Pessoas que sejam realmente exibicionistas, que não tenham receio de mostrar sua alegria, nem compartilhar da sua felicidade e que tudo isso possa ser permeado de amor... Precisamos de modelos felizes, basta de modelos medíocres para que possamos nos sentir confortáveis na nossa pouco importância.


Vou contar uma percepção que aconteceu comigo. Eu adoro Sex and The City. Quando o segundo filme da série foi lançado fui ao cinema animadísssima! Daí, durante a sessão fui ficando enjoada com o filme e saí de lá me sentindo mal e criticando internamente a mensagem. Passei dias digerindo aquilo para perceber que eu estava incomodada com o padrão de vida que o filme mostra, e não por um acaso, não compartilho. Uma voz dentro de mim falava sobre "gastos desnecessários", "luxos extravagantes" e uma enormidade de julgamentos que me fizeram perceber o meu tabu em relação à uma vida próspera. Comecei a observar essas vozes com relação as pessoas que ostentavam seu padrão de vida e... batata!


Te incomoda?


Ninguém tem que diminuir seu padrão de vida para eu me sinta mais confortável na minha pobreza.


Sabe porque nosso mundo tem 70% de pessoas pobres e com baixa estima? Porque todos crescem se espelhando em modelos pobres e esses modelos rechaçam modelos "ricos". Criamos uma idéia adulterada de que dinheiro é ruim e traz à tona o pior das pessoas e ninguém quer seu pior à vista, quer? 


Temos também uma idéia esdrúxula sobre "gastos desnecessários" quando cada um faz do seu dinheiro o que bem quiser e, ao contrário do que muitos pensam, não há como ninguém tirar nada de ninguém, mesmo aqueles que roubam, pois na verdade o que eles fazem é roubar de si mesmos a auto capacitação, honestidade e todas as qualidades que precisariam para amar a si mesmos, afim de se conceder um universo pessoal próspero. Além de serem um espelho fiel do inconsciente humano, que acredita que o único meio de ganhar é tirando de alguém.


Vivemos num universo absolutamente abundante e eu acredito nisso, como acredito na beleza das ondas do mar. Se você ou eu não temos aquilo que desejamos, não é por que aquele cara que desfila com seu Jaguar e pega um jatinho para jantar em Paris tenha debitado cifrões na nossa conta universal, mas sim porque nós não investimos, nem nos amamos o suficiente para que possamos corresponder sem culpa ou medo ao que queremos. Ou até investimos, mas mensuramos nosso valor pelo percentual de aprovação externa, o que é o mesmo que não nos amar e aprovar.


Sou uma criadora nata e sempre tive problemas internos com isso, mas percebi que preciso amar cada vez mais mais minhas criações, mais a mim, sempre sem medo da exposição ou julgamento dos outros. Não há como eu corresponder a nenhuma expectativa que não seja a minha e percebi que amar o que faço no momento de sua criação já é a própria correspondência do que desejo criar.


Coloquei o Sex and The City 2, como meu filme de cabeceira e o assisto frequentemente, faço o exercício de observar e admirar a felicidade alheia, da mesma forma que re-afirmo a minha e busco modelos mais felizes afim de dar um upgrade no meu espelho


Então, mais amor sob todas as formas e de forma irrestrita, mesmo que ainda não saibamos como esse brinquedo funciona. O importante é brincar!


Eu Te Amo
Sinto Muito
Por favor, Me Perdoe 
Obrigada
(Ho'ponopono)

Dica: Aproveite essa série de mulheres ricas que está passando e observe todos os seus pensamentos com relação a postura delas. Elas podem nos ensinar sobre nossos julgamentos com relação ao uso do dinheiro. Para cada um deles repita as frases acima afim de purificar suas programações sobre dinheiro.

Monik Ornellas



{ 6 comentários... read them below or Comment }

  1. Realmente real,real, real...
    Lição de vida.

    Parabéns.

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  2. Que legal você pensar assim, isso me tira um peso por achava que eu era o único ser neste mundo que tinha esse tipo de duvidas...

    Se o dinheiro esta ai vamos ganhar e vamos gastar sem problema...afinal AP=DP explico! amor próprio = dinheiro próprio.

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  3. Bom, pq a gente não trata esse assunto sobre uma outra forma? Pq quando a gente procura o ideal, a gente afirma o não ideal.

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  4. Ta la a Britiney, cheia de riquesa, linda, poderosa e, como todo mundo sabe, estava cheia de problemas emocionais, assim como qualquer outra mulher de baixa estima. O ideal e o não ideal são iguais. Estamos dando valor a ilusões.

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  5. Adorei o artigo. Eu também quando assisti o filme Sex .. fiquei horrorizada. Agora vou assistir de novo e com outros "olhos" pois eu quero mudar o meu padrão de pensamento em relação à riqueza e se eu quero, eu posso, eu consigo. Obrigada, me perdoa, te amo!!

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  6. nós somos o Deuse de nossas vidas e nao nos contaram.

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