Posted by : Monik Ornellas



Parece tudo muito igual, uma repetição sem fim de padrões, tipo cachorro correndo atrás do próprio rabo e quando isso acontece nos perguntamos: para quê esse monte de conhecimento?

Talk to my hand filosofias!!!


Já tem um tempo que ando com uma sensação chata de que esse monte de estudo de consciência não tem me servido pra nada ultimamente. Ok, me tornei um ser humano melhor, mais consciente, menos chato, mais carinhosa e atenciosa, massss.... porquê? Porque quero que ele me sirva para chegar aos meus objetivos pessoais, aí uma voz e me diz, "você não está sendo egoísta"? Daí vêm outra e me conta "não, de forma alguma, você melhora o mundo sendo um humano melhor e isso é também ser bem sucedida e realizada no que faz, um bom exemplo e blábláblá".


É nessa hora que me bate um desânimo, um saco bem cheio de tanta filosofia (que agora parece de porta de botequim) que decido parar tudo e vêm uma voz e me diz "tranquilonão importa". Depois de 10 minutos parada começa a me dar um comichão de "preciso fazer algo" e outra voz me lembra que "é importante fazer aquilo que se ama, pois é uma boa base vibracional que alimenta nossa motivação". E já estou cansada de tanta coisa na minha cabeça e nesse ponto já queria explodir tudo quando escuto "sem problemas, está tudo bem em toda criação".


E não há mantra ou respiração que faça essas vozes pararem, cada hora vem uma, com uma resposta perfeita para uma insatisfação imperfeita. Se nessa altura do campeonato elas adiantassem, tranquilo. Mas o fato, é que estão mais para aquela tia chata (que mora dentro da sua cabeça) e sempre tem um conselho para te dar sobre algo que você está passando. Muitas vezes não queremos conselhos, só queremos que passe! E que o mundo se cale, inclusive nossas vozes.


Minhas experiências pessoais dizem que quando estudo algo e realmente o entendo e assimilo, automaticamente faço mudanças reais e viscerais na minha percepção, refletindo com maestria esse salto em minhas criações. Mas, quando nada disso acontece, descobri que a filosofia se transforma num bibelô que a gente acha bonito e por isso coloca na estante para ficar observando e babando, mas, com o tempo, ele vira um trambolho que só ocupa lugar e sujeira. É assim com alguns estudos e filosofias que pensamos que entendemos: são lindos na teoria, mas quando vamos para a vida prática não sabemos como utilizá-los e acabamos fazendo uso mesmo é do Manual do Drama Pessoal.


Ok, entendi que estou passando por uma desconstrução, tipo, limpando joio do trigo filosófico, mas entender e assimilar, são verbos bem distintos e nem sempre consequentes.


Eu só quero o lado do cérebro que fica calado e só sente.


O que fazemos quando tudo que estudamos além de não nos servir como base suficientemente forte a ponto de nos alimentar nessa caminhada, se transforma numa tortura mental? Quando você souber me avisa? Obrigada!


Ops! Sem comentários de: isso vai passar, faz parte, estamos todos nessa e blábláblá, minhas vozes já me falam isso!


Monik Ornellas 

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  1. eu tenho sentido exatamente a mesma coisa..

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  2. li e gostei,esta ótimo um abraço.não vou fazer bla..bla, bla,tá legal?

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