Posted by : Monik Ornellas


Antigamente eu achava um saco esse lance de “Dia”: Dia dos Namorados, Dia da Consciência Negra, Dia dos Solteiros, hoje em dia tem dia de tudo e pra tudo. Hoje 17 de agosto, muito por um acaso é Dia do Amor.


Por mais que você ou eu queiramos ser modernosos e não aderir a esse lance de “ritual”, ele está em tudo. Desde a hora que acordamos até a hora que fechamos os olhos à noite, estamos enredados em rituais diários e em crenças velhas e inconscientes que nos habitam. O ato de parar para celebrar, simboliza um dos mais antigos rituais da humanidade.



Mas todos os dias sei-lá-do-quê são bem importantes... mas porquê?



Exemplo: Dia dos Namorados, que é um dos dias mais comemorados e polêmicos, causa um furor em todo mundo. Toda essa movimentação física, mental e emocional em torno dessa data cria um panorama energético e consciencial que envolve todo o planeta. É o dia do relacionamento seja com o outro ou consigo mesmo, dia que mesmo quem não está namorando reflete sobre suas histórias amorosas, nos incita para a auto estima, ao desejo do amor ou a tristeza de sentir-se solitário. É muita energia que povoa um só dia.

http://icumuarama.wordpress.com/2009/07/27/19-de-julho-dia-da-caridadec/

Não são só dias comerciais como a maioria das pessoas gostam de falar, são dias que causam impressões energéticas muito fortes em todo mundo. 

Onde há intenção e emoção humanas, 
há expansão de percepção e consciência 
que operam mudanças inconscientes.

15 de agosto!

Você não acredita (porque não aprendeu a acreditar), mas nossos pensamentos enredados nas nossas emoções, literalmente, criam coisas, criam realidades paralelas inteiras, operam mudanças que são invisíveis e imperceptíveis momentâneamente, porém, em outros âmbitos elas ganham amplitude quando se juntam – como um imã - aos pensamentos-emoções de outros, ganhando vida na forma de um “inconsciente coletivo”. Existem vários tipos de “inconscientes-coletivos”, datas muito festejadas tem essa “nuvem” de  pensamentos-vivos muito forte.



Quanto mais pessoas aderem e fomentam a energia de um dia, mais essa nuvem ganha forma e força, porémmmm, para se manter é preciso ser alimentada continuamente.

31 de outubro - Dia das Bruxas


Como estamos todos conectados de forma invisível, tais dias nos deixam propensos a certos comportamentos e emoções, pois estamos compartilhando – e alimentando - essa nuvem energética que paira sobre o tal dia-internacional-sei-lá-do-quê, que não por um acaso, ativa diversos aspectos internos nossos, tais como: estados de felicidade, depressão, desejo de ajudar o outro, desejos de igualdade, entre tantos outros.



Então, esse monte de “Dias” de um monte de coisas, movimentam e dinamizam muitas energias. Cada um tem um tipo de vibração diferenciada que podem nos levar ou incitar a comportamentos, percepções e motivações x ou y. Como o “Dia do Orgasmo”, que nos deixa mais propensos a querer confraternizá-lo com o devido êxtase, como o Dia dos Pais que nos leva a uma vibe de família, como o Dia Internacional da Mulher que cria toda uma consciência mundial a respeito do feminino.



É fácil perceber a força de influência de cada dia observando os dias que não são muito famosos, pois ainda não tiveram um nível de importância no consciente das pessoas. Como por exemplo, o Dia dos Namorados x Dia dos Solteiros x Dia do Amor... A humanidade está focada em encontrar o amor fora de si - no outro -, logo, o dia dos namorados corresponde a uma necessidade muito forte. Já, estar sozinho (Dia dos Solteiros), ainda é uma crença negativa na nossa sociedade e o amor (Dia do Amor), ainda está associado a um sentimento em relação ao outro, muito embora, ele tenha uma amplitude que está além do nosso entendimento. Logo, o foco no dia dos Namorados nos fala de um inconsciente carente, sobre seres que se sentem “metades”, entre muitas outras percepções que podemos observar dentro da comoção que nos move em cada um desses dias, que ora comemoramos ou esquecemos.


E tudo culmina nas "datas-mor" com o final dos ciclos (final do ano), que nos dão aquela sensação de fim, ancorando toda nossa necessidade de deixar tudo para trás e descarregar os pesos dos 365 dias, afim de nos abrirmos para o novo (ano novo - 1º de janeiro). Ritos. Somente ritos antiquíssimos.


Mas, imagine se os anos nunca terminassem? 
Nós precisamos das datas que delimitam espaços para reflexão e renovação.

E é isso, tudo não passa de criação coletiva... ainda inconsciente.

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