Posted by : Monik Ornellas

Não gosto de militância. Não curto resistências.




Desde tempos primórdios boas idéias criam movimentos. Muitos desses movimentos, fizeram valer direitos, trouxeram mudanças pra lá de significativas em toda humanidade, mas, tudo muda e os tempos agora são outros. Ao longo desse tempo, boas idéias foram deturpadas e adequadas aos desejos de poder e controle. 

Não acho errado desejarmos poder. Acho burrice desejar poder sobre os outros.

Acredito verdadeiramente, que todos os movimentos e resistências um dia desaparecerão da face dessa Terra. As pessoas irão cansar de tanto resistir, de tanto fazer força, contras elas mesmas.

O universo é fluido e assim, todas as coisas o corresponderão.

A militância, seja ela política, religiosa ou sobre qualquer idéia que abarque o coletivo, adormece nossos sentidos. Em meio a grupos emburrecemos e nossa clareza vai pras cucúias. 

Mas, também é sabido que o coletivo é uma força. Mas a força está, em pessoas independentes que atuam juntas temporariamente para um determinado propósito comum e depois seguem seu caminho, continuando cada uma o desenvolvimento de suas percepções e potenciais diferenciados dentro da realidade. Se ficamos muito tempo juntos, acabamos por perder essa característica pessoal e nos moldamos ao bem estar do coletivo. Isso é coisa pra peixes, não para humanos. Nós, viemos para fazer a diferença.


Diferentes potenciais que atuam para o bem comum, já nos ensinava o desenho.

Nossa individualidade é vital para a sobrevivência do ecossistema de todas as coisas. Pensamentos e ações massificados por muito tempo perdem o timimg da mudança, deixam de agregar novas ideias, resistem ao ato de se desconstruir deixando para trás grandes potenciais de evolução. Normalmente isso acontece porque mentes humanas ficam presas em aspectos de poder, necessidade de segurança, medo do novo e etc.

A origem de todas as coisas, de movimentos, políticas, religiões, idéias e conceitos sociais, se perdem no tempo. A motivação original, passa a se movimentar de acordo com interesses alheios, não com os seus ou os meus. Se, os seus ou os meus desejos não fossem importantes, nós não o teríamos. 

Não entendo essa premissa de que movimentos ou religiões mudam pessoas. Acredito que eles servem como uma ponte, que pode até nortear aquele que se encontra perdido, mas, depois que encontramos nosso eixo é preciso desenvolver pensamentos e concepções próprias, caso contrário, viramos fantoches.

Nenhum movimento é aquilo que diz ser. Seja voce evangélico, cristão ou judeu, isso não atesta que tenha mais ou menos amor e compaixão em seu coração. Ou você desenvolveu esses sentimentos mediante experiência na sua vida, ou não desenvolveu. E caso tenha desenvolvido, não será mais ou menos compassivo se for dessa ou daquela doutrina. Elas podem ou não servir como ferramentas para nos ajudar a sair de nossos abismos emocionais, mas não é uma regra, ferramentas para isso existem aos montes, inclusive excelentes profissionais especializados nessa finalidade.

Aquilo que construímos dentro de nós, é o que construímos dentro de nós. O pior dos atos é quando submetemos quem somos ao julgamento de leis, mandamentos ou regras baseados em mentalidades, épocas e interesses que não correspondem ao contexto mental e emocional que vivemos hoje.  É totalmente desnecessário nos encaixarmos em regras, para fazer valer o que sentimos. Na verdade, é limitar nosso olhar, nossas ações e o poder de expandir nossas percepções a respeito do mundo.

Pessoas são feitas de amor, egoísmo, inveja, raiva, benevolência, paciência, compaixão, paixão e todos os aspectos positivos e negativos que nos habitam, a todos. Temos tudo aqui dentro. Acredito que doutrinas e movimentos nos impedem de ver com verdade o que nos habita, pois elas estão muito mais preocupadas em julgar quem não comunga de suas idéias, excomungando o "diferente". É uma resistência ao pensar-próprio, ao amor à escolha pessoal, à liberdade auto-concedida de ir e vir, de onde vier e para onde for.

É muito bom refletir sobre conceitos passados, mas o melhor, é adequá-los ao novo.

Não precisamos estar inclusos num movimento político, para fazer o que é certo como cidadãos.
Não precisamos ser adeptos de doutrinas religiosas para fazermos o bem.
Não precisamos ter ou ser de determinada forma, para fazer parte de nichos sociais.




Eu espero conseguir ver políticas, religiões e movimentos perderem seus "seguidores", não para outros movimentos ou doutrinas, mas, para percepção de cada ser humano, de que ele habita um templo ambulante e que cada ato, emoção e desejo seu, são o espelho de um universo que transforma o mundo.


Monik Ornellas

{ 5 comentários... read them below or Comment }

  1. Você é um individualista. Como se a individualidade realmente representasse o seu conceito de liberdade. Hipocresia. Saia da cara de seus estudos e de sua vida pobre e cheia de pensamentos. Você vive sozinha, Monique! Suas idéias são geniais e alguns te elogiam, mas você está sozinha!

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    1. Um "Talk to my hand" para você anônimo!
      Seja um pouco mais individualista, começando a olhar para sua própria vida, porque da minha, você não sabe nada.

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    2. Pelo jeito, o Anônimo é militante...e como todo militante, é obtuso e tem um único neurônio, coletivo plugado no dono de sua consciencia..seu negócio é repetir palavras de ordem.
      Concordo com vc, Monik... descobri agora os seus blogs .
      Refletem o que eu penso e procuro praticar. Seus posts me ensinam...

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    3. Valeu Carlos Augusto, vamos compartilhando idéias e percepções, trocas são sem produtivas! Seja bem vindo! Abração!

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