Posted by : Monik Ornellas

Há uns 15 anos atrás, eu era viciada em dietas. Dieta da sopa, do carboidrato, da proteína, da contagem de calorias, Vigilantes do Peso, incluindo fórmulas (remédios) malucas para emagrecer. Topava qualquer coisa que fizesse acontecer o milagre da auto-aceitação.

Não era gorda, e sim na medida. Mas me via sempre acima.

Vamos comer de olhos fechados?
Hoje, anos após uma sucessão de depressões e compulsões, sendo gordinha, sou muito mais feliz do que aquela pessoa "na medida" de anos atrás.

Num determinado momento, eu cansei. Cansei de me sentir infeliz. O que mais me causava angustia, era a infelicidade que sentia. Hoje, isso parece que foi em outra encarnação.

Aceito o meu corpo, como o que quero, na hora que quero, na quantidade que quero. Não tenho mais a preocupação com o que engorda ou não, porque além de ter desconstruído essas percepções, me alimento sempre de acordo com o que meu corpo necessita e raramente vou além da minha saciedade.

Sim, ainda quero emagrecer alguns quilos, mas sei que essa "perda" vem continuamente na medida que vou transformando o que ainda guardo dentro de mim. Não quero estar na moda, não quero aprovação de ninguém. Essas premissas são todas minhas comigo mesma. Amo e respeito meu corpo, por toda alegria e prazer que ele me proporciona.

Vejo lindas mulheres, por dentro e por fora, sofrendo com o ato de comer. Isso me dá uma angustia! Sei  exatamente como é a sensação de querer comer, se culpar, e não conseguir resistir ao impulso.

Eu consegui transformar isso, e uma parte minha sempre quer muito que outras pessoas consigam se libertar dessa tortura. Muitas vezes até tento falar, outras penso: "Ei, não precisa ser tão doloroso assim!", mas, seus olhos, ouvidos e sentidos estão tão vidrados nas notícias, estatísticas,  e no que as pessoas dizem, que nada mais consegue entrar para apaziguar essa angústia.

Por isso, resolvi escrever sobre esse tema, para quem se sentir inclinado a começar uma desconstrução do seu olhar sobre a comida. É um trabalho diferente, pois está voltado para a forma como você percebe e interage com o alimento.

Sendo assim, para algumas pessoas a ficha pode cair rápido e os resultados podem ser imediatos, enquanto que para outros, essa desconstrução pode ser mais demorada.

Entenda que tudo que vou expor, 
é dentro da premissa de que você é o criador da sua realidade, 100% dela. 
Se, não entende, ou não aceita tal filosofia,  aconselho descontinuar a leitura do post.

Para ficar mais fácil irei dividir em 2 ou 3 posts, pois são vários tópicos a serem abordados e entendidos. Leia, re-leia cada item, reflita, considere, desconsidere e se quiser pode mandar suas perguntas ou conclusões via comentário, ok?

1. Tudo é Energia.

Absolutamente tudo que você vê e toca, inclusive seu corpo, é energia. Energia em diferentes formatos, pesos e percepções, mais ainda assim, energia.

A torta que você come, é feita da mesma energia que o alface, e também a mesma, que a sua estante da sala. Para ficar fácil entender, imagine a energia como aquela goma de moldar, só que muito mais elástica e flexível, de tal forma que possa se transformar em qualquer coisa.

A torta, o alface e sua estante, são feitos de um mix de diversos materiais e/ou produtos diferentes, pois a energia é assim, múltipla e também, indestrutível. O alface vira bolo fecal dentro de você, que vai para sanitário, que vai parar em algum lugar do oceano que num contínuo de anos se transformará em outra coisa. O mesmo será com sua estante, mesmo que você a queime, ela se transforma em cinzas, que adubam a terra, que viram arvores, flores que darão via à outra coisa, e assim indefinidamente.

Quando seu corpo físico morre, te jogam num caixão [uma ideia ridícula preciso dizer, fede, cria germes, demora anos para decompor e ainda ocupa muito espaço físico], e ele irá se transformar em outra coisa ao longo de anos.

Entende? Tudo é energia. A energia se despe da forma que tomou, e se permite transformar em outra coisa continuamente.

O morango da sua torta, já foi semente, que virou planta, que foi colhido, que está na torta, que será digerido, onde parte vira nutriente do seu corpo, e outra é expelida, porém, todas as duas se transformam em milhões de outras coisas indefinidamente, até de repente quem sabe, voltem a ser morangos ou... parte de uma peça de carro! Quem sabe o que ele será? Coisas do universo!

Se a energia é tão maravilhosamente flexível e é a essência de todas as coisas, porque a torta engorda e o alface emagrece, se os dois são feitos da mesma essência? O quê os diferencia?

2. Nós determinamos a energia

A diferença entre a torta, o alface e a estante está no nosso olhar sobre eles. A forma como vemos o mundo à nossa volta é permeada por simbologias e valores pessoais. É a nossa percepção cerebral-sensorial que dá valor e forma à nossa realidade.

Desde bebezinho você veio construindo toda uma percepção de valores em relação à tudo que lhe rodeia: de objetos a comida, de pessoas a comportamentos, de lugares a situações e etc infinitamente. Estamos o tempo todo usando, construindo - e quando nos permitimos -, desconstruindo nossas percepções (crenças).

Uma cadeira serve para sentar, correto? Já aos olhos ingênuos, abertos e cheios de vida de uma criança, ela ganha milhões de funções divertidas. Será que é porque a criança não "sabe" a função correta da cadeira, ou porque ela não construiu, ou, fechou seu olhar para uma só função da cadeira?

Observe que pessoas em outras partes do mundo, nascidas no mesmo dia e hora que você, cresceram com percepções diferentes em relação às mesmas coisas. Ideias são implantadas na nossa mente, e transformamos essas ideias em realidade.

Você pode transformar qualquer coisa, se transformar a forma como interage com a coisa, isso quer dizer, o valor e significado que dá à ela.

É bem fácil entendermos isso, se olharmos nossa trajetória na vida: quando éramos adolescentes, tínhamos valores e apegos que com o tempo e experiência, desconstruímos. Hoje, temos outros valores e apegos que com certeza, serão diferentes quando mais velhos.

Então, aquele magricela, não olha uma coxinha com o mesmo olhar que você. Sim, ela continua sendo gorducha e crocante para os dois, é uma co-criação, porém o valor interno bruto que cada um dá para ela, é totalmente diferente.

Você aprendeu - e ensinou para seu corpo -, que essa massa de energia chamada coxinha "tem o poder" de te engordar, já para o magricela, ela é uma forma saborosa de matar a fome.

Dê uma pequena refletida sobre esses dois itens, eles são muito amplos e despertam grandes sacadas.

No próximo post tem mais sobre nossa alimentação emocional.

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Como anda sua relação com a comida??? Ruim? Auto destrutiva?
Que tal desconstruir essa dinâmica? Acesse meu site e faça contato comigo para saber sobre.
www.aromasesinergias.com

Abraço!

Monik Ornellas
terapeuta corporal e aromaterapeuta





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