Posted by : Monik Ornellas

Com o post anterior você entendeu que a comida basicamente é energia, e que essa energia em formato de alimento, está subjugada às nossas crenças sobre sua qualidade, de forma bem pessoal.

A comida, demarca muitas passagens em nossas vidas e passa a ter conteúdos emocionais fortíssimos. E é sobre isso o post de hoje: o quanto a comida e o nosso passado estão associados, e que, deixar ir os apegos, é também desconstruir uma alimentação de carência.

Alimentação Emocional
A comida, tal como um beijo, um abraço ou um bom papo, é um alimento emocional.

Vou te contar uma historinha.

Sempre fui louca por batata-frita. Mesmo depois de ter desconstruído minha compulsão por comida, continuei com essa paixão por batata-frita, e mesmo que não comesse muito, sempre estava em busca de uma batatinha.

Meu corpo não reage mais, engordando como antes, posso ficar um pouco mais inchada, mas nunca saio muito do meu peso. Mas, a busca emocional por comida, também traz muitos desconfortos além do ganho de peso, como dores de estômago, aumento nos índices de gordura e açucar no sangue e por aí vai.

Estou sempre de atenção naquilo que como e se como mais ou menos, por um hábito de auto observação, e foi nessa que notei que, há algum tempo estava numa febre por batatas, comendo quase todos os dias. Pensei: Humm, Ok.

Fui ao mercado, comprei um saco de batatas e fui para casa. Entendi que meu corpo estava pedindo atenção para alguma coisa, por meio daquele desejo de batatas, que sempre esteve ali, mas nunca dei atenção.

Fritei todo o saco e sentei – quase de joelhos – para comer minhas suculentas batatinhas. Fechei os olhos e comecei a me deliciar com cada batata que comia, parecia um pedaço de paraíso crocante, quando de repente me veio à memória, eu, nos meus 6 ou 7 anos de idade, saindo da escola e entrando no carro da minha mãe. No banco de trás, um pote oval com arroz, feijão e ovo mexido, coberto de... batatas-fritas!

Pronto! Tinha descoberto a pólvora! Quando criança, associei a comida, no caso, a batata, à um cuidado, ao amor. Logo, toda vez que me sinto carente, ao invés de doces, como a maioria das pessoas gostam, sinto fome de batata.

Assim acontece, com o chopp que retrata a alegria, o social e o bate papo, o hambúrguer da liberdade nos finais de semana, o bolinhos de chuva de carinho da vovó... E por aí vai. Nosso universo pessoal é recheado de simbolismos e associações. E não adianta você não querer fazê-las, está no automático do nosso inconsciente.

A comida é muito emocional por reunir muita gente à sua volta. Cafés da manhã, almoços e jantares são rituais absortos em memórias emocionais! Meu pai adorava mesa de café da manhã completa: frutinhas, queijo, presunto, primeiro o suco, depois o café com leite e pão. E eu, gosto do quê hoje?


Hummm, adoro!

E não é só isso, nós, seres humanos, além de darmos forma e significado à energia, seja ela em forma de comida ou qualquer outra coisa, também temos a sublime capacidade de impregná-la com nossa magia pessoal. Seus objetos pessoais, por exemplo, são uma extensão sua, pois ficam impregnados com suas emoções e formas mentais.

Dessa forma, quando fazemos uma comida, além dos temperos, sal e toda mistura, acrescentamos inconscientemente à essa alquimia um "sazon energético-emocional". 

É como o bebê que mama, próximo ao coração da mãe. Não é somente leite que está sendo dado ali, há todo um contexto que reúne calor, abraço, aconchego e proteção físico-emocional, tudo isso associados ao leite materno, que te deixa quentinho por dentro. 

E aí eu te pergunto: será que os anti corpos realmente vêm do leite, ou, são naturalmente produzidos pela sensação emocional de proteção? Não há sazon emocional maior que o leite materno! É uma alimentação física, mental e emocional completa. Observação: Quando, a mãe tem isso para dar. Não só o leite, mas todo o contexto.

Com isso, concluo, que somos como PAC-MAN´s atrás das pílulas de sazon emocional impregnadas nas comidas do passado, rs. Mas, e quando a mãe, a vó, o amor ou os amigos não estão ali para alimentar o momento ou dar o toque energético? Re-criamos o momento em busca do mesmo aconchego emocional, comendo sozinhos, o prato que comíamos juntos, por vezes, o fazendo compulsivamente em busca do tesouro perdido (sazon-emocional ou pílula do pacman).

E o mesmo vale para o contrário disso, pessoas que tem o ato de se alimentar impregnado com péssimas memórias emocionais. Há muita gente que detesta comer, acredite. Podemos ver isso em relação àquelas comidas que temos verdadeira aversão, pois quando éramos pequenos fomos forçados a comer. 

Eu, carrego essa memória negativa para sopa de ervilhas e angu. Blerg!


Assalto!

Nossa busca não é comida, mas a sensação que ela nos proporciona, associada ao sabor e ao prazer, obviamente. É como um orgasmo triplo! Só que tão fugaz, que logo a gente precisa de mais.

É interessante observar esse padrão, para aqueles alimentos que são quase como drogas para nós. Sempre há algo por trás desse desejo. Quando conseguimos dissociar a comida do sentimento por trás dela, muito da compulsão se desconstrói e ela passa a ser somente comida, que pode ser gostosa e saboreada, sem ter que preencher nenhum vazio ou carência emocional. 


Comer é, e sempre será um prazer. 
Fica muito desequilibrado,  quando diversas áreas de nossa vida estão tão carentes que
não nos proporcionam tanto prazer quanto o ato de comer.

O real prazer de comer está na degustação. Degustação é um tom acima. A degustação que estou falando, não é uma alusão àqueles pratos franceses com três palitinhos, é a forma na qual você come, é o ato de comer com presença, sentindo o que está comendo em todas as suas nuances.

Se estamos com forme emocional, não degustamos, simplesmente engolimos. Se degustamos o que comemos, rapidamente a saciedade se faz presente, porque a comida não terá a responsabilidade de preencher nada mais, além do buraco do estômago.

Vá fazendo as reflexões dos temas e no final juntamos tudo, ok?

No próximo, Programação do Corpo e Alimentos Assassinos, rs.

=========================
Como anda sua relação com a comida??? Ruim? Auto destrutiva?
Que tal desconstruir essa dinâmica? Acesse meu site e faça contato comigo para saber sobre.

www.aromasesinergias.com

Beijão!
Monik Ornellas

Leave a Reply

Deixe suas dúvidas ou mande um e-mail.

Subscribe to Posts | Subscribe to Comments

- Copyright © Monik Ornellas - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -