Posted by : Monik Ornellas

Ufa! Demorou mais saiu! Me desculpem, mas era muita coisa para abordar.

Estamos numa turnê da Consciência Gastronômica! E deixei para o final o que na verdade, deveria ter vindo em primeiro plano, e foi de propósito.

Para você que chegou agora, volte ao primeiro post para fazer a sequência da série e encaixar os pensamentos na dinâmica que venho abordando.

Vai uma feijoada com uma cervejinha?
Todo esse papo doido sobre comida é fruto das minhas percepções e observações pessoais baseadas na perspectiva de que somos 100% criadores do nosso universo pessoal. Uma visão que transforma a realidade comum, totalmente física, lógica e linear, num lugar mais interativo, onde todas as coisas interagem conosco a partir da percepção que temos delas.

Numa realidade de criação, você é a causa, mas, também a solução. Logo, não existem vítimas, muito menos segurança. Esse pensamento para mim é absurdamente libertador!

Por isso vim abordando as interações de item por item, desse tabu chamado comida. Mas, a mais difícil delas com certeza, é a relação corporal. A mais dramática, por assim dizer.

É a história do casamento entre você e seu corpo, tão dramática quanto um roteiro de uma novela das oito com direito a altos e baixos, traições, mentiras, auto enganos, cobranças, ressentimentos e claro, também toda sorte de coisas boas. Mas a gente sabe que nessas novelas, para toda coisa boa, tem no mínimo duas contrapartes ruins, e para que o mocinho chegue ao final feliz, ele tem que penar bastante, correto? Então, hoje vamos refletir sobre esse "a gente", o nós, ou melhor, a DR com o pedaço de corpo que te cabe.

A Escolha
Você sabe escolher o sofá adequado às proporções da sua sala, muito melhor do que sabe escolher um alimento, mesmo tendo uma relação visceral com seu corpo. 

Comemos muito mais do que precisamos e ainda escolhemos alimentos que nos fazem mal. Não é porque tenha escolhido alimentos malvados, e sim porque naquele momento, estes não estão de acordo com o que seu corpo precisa.

O que é bom para mim? 
Já se perguntou isso de frente para uma mesa de buffet? 


Mas, coloquei todos os "alimentos saudáveis" no meu prato! Da mesma forma que não creio na ideia de um alimento ser malvado, o mesmo se estende para o alimento saudável, para mim eles são somente energia na forma de comida, acredito que tenha entendido isso no post anterior. O fato é: será que é esse tipo de energia que seu corpo está te pedindo nesse momento?

Esse distanciamento entre o Você e Ele (O Corpo), causa uma dinâmica letal para uma vida saudável.

Há uns 2 anos deixei minha vesícula de presente numa mesa de cirurgia. Ao sair do hospital recebi um turbilhão de informações sobre todos os sintomas que um sem-vesícula tinham: dor de estômago (teria que tomar remédio de estômago para o resto da vida, humrum), gases, refluxo, não poderia comer nenhum tipo de gordura, evitar montes de coisas e etcs intermináveis. Sim, no início tive alguns desses sintomas, mas nada que eu mesma não pudesse tratar e equilibrar.

Como eu quase bati as botas nesse processo, minha família e amigos, queriam controlar minha alimentação. Num surto de-me-deixa-em-paz, fiz a galera compreender que não ia rolar. Não é minha escolha viver de forma limitada. Situações acontecem para que possamos aprender com elas, viver menos não é uma opção.

O processo que passei, me fez ficar muito mais conectada com meu corpo, muito mais! Passei um ano experimentando coisas, percebendo o quê e como poderia digerir isso e aquilo. Passei uns perrengues, admito, rs, apanhei um pouco, até porque meu corpo demorou a se recuperar, mas hoje, sei que posso comer o que quiser, porém, nada de carnes ou gordura em demasia. Porque engorda? Não, porque me sinto mal. E detesto me sentir mal! Tenho duas opções: transformar a forma com que meu corpo interpreta e digere esses alimentos (coisa que ainda não consegui), ou, crio um equilíbrio na forma de ingeri-los. Tô na segunda opção ainda.  Se passo do ponto, faço uma pequena desintoxicação com alimentos que beijam meu fígado e assim vou me equilibrando entre o prazer e o bem estar.

Mediante todo esse processo eu aprendi a ESCOLHER, hoje, só de olhar para um alimento, eu sei se ele vai cair bem ou não. E essa escolha não é sobre carré ou peixe, é sobre me sentir bem ou me sentir mal.

Como você acha que seu seu corpo reage a um alimento que você acredita ser um super vilão ao colesterol? Como ele vai processá-lo, como irá digeri-lo? Não irá, ele vai se acumular e agir livremente dentro de você, de acordo com aquilo que acredita que ele é capaz de fazer.

O real problema, não está no alimento ingerido, e sim, na escolha que antecede o ato de comer. 

Se você sabe que tal alimento faz mal, porque fez a escolha em comê-lo? Ah, porque é gostoso! (Oi?) Se você realmente, de verdade, acredita que algo te faz mal, e o ingere, tem algo de muito errado aí, e não é com o alimento. É o mesmo que sair com aquele cafa-do-sexo-bom, mesmo sabendo que depois vai rolar uma bad-trip-da-baixa-auto-estima. Cada vez que você escolhe estar numa relação que sabe que te faz mal, só reforça o quanto não se ama e enquanto não escolher dizer NÃO, estará imersa na desvalia.

Seguindo na mesma linha, quem já não caiu de boca no chocolate, ao término de um relacionamento? Não há sabor de cacau-crocante-prazeroso que vá tapar o buraco da rejeição ou do abandono. O desejo de chocolate pode aplacar a dor com um pouco de prazer momentâneo, mas não substitui atos como o carinho e auto cuidado que você pode, deve e merece dedicar à si mesma num pós relacionamento.

Ninguém pode nos amar, mais do que nós mesmos e, essa relação de amor está explícita nas nossas escolhas, principalmente frente àquilo que nos "alimenta", e essa é uma expressão muito ampla. É um lição muito simples, profunda, mas de difícil aprendizado, eu tô engatinhando e me esmero muito procurando escolher de forma consciente aquilo que me faz bem. E as derrapadas fazem parte do aprendizado, por isso, não cabe culpa.

Então, entenda algo bem simples, você pode ter o corpo que tiver, se você crê que comer banana engorda e se entope de banana, qual a mensagem? Eu me odeio. Simples, rápida, direta. O problema não é o seu corpo, muito menos a banana, é a sua escolha. O mesmo vale para o contrário disso: você odeia rúcula, mas dizem que é bom, desintoxica e emagrece, daí se entope de rúcula: Eu me odeio! A culpa é da rúcula? Não! É porque você não gosta dela e se agride ao trazer para dentro de você algo que te dá repulsa.

O ato de colocar na boca, mastigar e engolir, nos fala de ESCOLHA. O que é bom para mim, eu mastigo, saboreio e engulo, trago para dentro de mim (da minha vida), o que não é, eu cuspo. Fora!

Quando está dinâmica está nebulosa entramos naquele ciclo depressivo: nos odiamos porque comemos, comemos porque nos odiamos. Um circulo vicioso terrível.

O que seu corpo está precisando? O que seu corpo está precisando? 
Qual alimento? Qual quantidade?

Eu amo abacaxi, mas sei que se comê-lo vou ficar parecendo um focinho de porco, porque então, eu haveria de comê-lo? Amo demais meu bem estar, para trocar 3 segundos de sabor por um processo alérgico.

Meu objetivo, não é de forma alguma instalar a culpa aqui. Até poque, na maioria dos casos, é ela que cria esse estado punitivo de escolher aquilo que nos faz mal. Mas sim, despertar um pouco de consciência mediante as escolhas do quê é realmente bom para nós. E é perante essas escolhas conscientes que desconstruímos compulsões.

É chocolate, ou, é carinho, aconchego e atenção que você quer? Então se dê carinho (físico), aconchego (pode ser um banho quente aromático) e atenção (escreva, se escute ou dialogue com você). E antes que você pense: não, ninguém pode fazer isso por você! É exatamente por colocar essa responsabilidade no ombro do outro, que nos tornamos tão carentes de nós mesmos. A comida nunca irá preencher isso, ao contrário, ele nos deixa mais vazios e decepcionados conosco.

O ato de colocar algo em nossa boca e engolir, é muito profundo. É uma permissão que aquele algo faça parte da nossa química, da nossa expressão. E fazer isso com algo que acredita ser ruim, é fatal para a auto estima. Por isso, você precisa respeitar aquilo em que acredita, pois seu corpo é a extensão real de suas crenças. A forma na qual ele digere está totalmente associada às suas crenças sobre os alimentos.

Agora vamos linkar essa situação da escolha com outro processo dessa relação com o corpo.

O Reflexo
Você conhece cada canto da sua casa, conhece os barulhos e as manhas do seu carro, mas não sabe reconhecer as necessidades do seu corpo. Fica com vergonha não, você não é o único, essa é a dinâmica comum de quase toda humanidade.

Há um corpo estranho na sua vida. Você nasceu com ele. Esse cara, tem necessidades e desejos próprios, só que, ao longo dessa jornada "juntos", você interagiu com ele como se estivesse educando uma criança mimada: não pode ou não deve dar o que ele pede, porque é feio, é ruim, é sujo, imoral, engorda, dá câncer (como se nascesse numa árvore), aumenta o colesterol, os triglicerídeos, é pecado e etc infinitamente.

Mas:

O corpo é como um vaso energético absurdamente flexível e moldável
por onde nossa ALMA se expressa. 

É como uma folha impressa codificada com tudo que acontece nos nossos campos mental e emocional, e por isso, traz características e moldes totalmente pessoais.

Então, ele não é ele, como se fosse um lá. Ele é você, e está bem aqui. Por ter esse lance de ser a corporificação do inconsciente, está impregnado de programações sobre como são as coisas, sobre como devem ser, e, principalmente, sobre como reagir e/ou interagir com elas. É ele que te permite SENTIR todo esse inconsciente.

Fácil. Pense em algo você detesta. De forma automática, seu corpo produzirá uma reação ou sensação qualquer: nojo, enjoo, pânico, bem estar. A coisa não está ali, mas a programação sobre ela sim. E é sob esses moldes autônomos que vivemos. Se você não segura o leme do seu corpo, ele navega de forma automática.

Todas as formas e curvas impressas no espelho, são a expressão inconsciente de quem você é, ou, de quem pensa que é. Ele é Você de uma forma muito real e única. Nossa consciência/inconsciência e nossos pensamentos não são palpáveis, mas é só olhar para o espelho que, ops!, está tudo ali!

O quê você odeia tanto no espelho, seu corpo? 
Não. É aquilo que ele corporifica.

Te dá raiva seus cabelos emaranhados? Não é porque eles são ruins, eles são ideais e perfeitos para você, até porque, são seus. Talvez, o que você não goste na verdade, pode ser o desleixo e desamor, expresso num cabelo sem vida. Olhe bem para ele, o que te lembra?

Ao desaprovarmos aquela gordura, aquele nariz ou a textura da pele, entramos em contato com programações e sentimentos de inadequação impressos na aparência corporal. Tá dando para entender?

Observe as pessoas que rotulamos como fisicamente perfeitas, lindas como um obra de arte aos seus ou aos meus olhos, mas, aos dela, sempre existe uma imperfeição. Que raio de "defeito" é esse que ela enxerga?

Cada curva, sinal, pinta ou dobra tem um por quê e um simbolismo agregado, de você para você mesmo. Nenhuma outra pessoa pode dizer do que se trata aquela forma que te pertence, a não ser você. Mas, o que fazemos continuamente, é delegar ao outro o poder de nos mensurar, medir e enquadrar no senso comum ou não.

Se você detesta alguma parte do seu corpo, por favor, assista esse vídeo.


Pessoas podem admirar ou criticar sua pinta. Se, você se sente bem com ela, esse feedback externo será irrelevante. Na maioria das vezes, são uma resposta à sua vibração de repulsa ou amor em relação a sua pinta.

Já reparou que existem algumas pessoas que tem aquela beleza "estranha" ou não convencional, mas que são sensuais e empáticas naturalmente? Aquele estranho é só um impacto inicial, já na segunda olhada ele se enquadra totalmente à pessoa e começamos a apreciar, o que antes era visto com o julgamento do senso comum. Mas, faz parte dela. É o que lhe confere sua singularidade e essa harmonia vêm da sua auto aceitação.

Quando você se olha no espelho, não se vê como realmente é, seu olhar está p r o g r a m a d o para ver aquilo que comprou como verdade de pessoas que dizem ou disseram como você deveria ser, baseado num molde único, onde todas as pessoas devem se enquadrar para que possam fazer parte do oásis de aprovação social. E assim, serão felizes para sempre, tal como uma Cinderela loira e magrela.

Ora bolas, mas se fosse para sermos moldadinhos, educadinhos e bonitinhos, porque raios cada um nasce de um jeito totalmente diferente do outro? Para ter o trabalho de se tornar igual? Oi! Tem que ter uma função isso aí, não acha?

Não é bem assim que o universo funciona. Ele nos proporciona moldes únicos, por motivos e considerações únicas. O Universo cresce e se expande dentro do caos e da diversidade. Ao buscarmos nos encaixar no padrão comum, estamos indo contra a corrente de leis que regem inclusive nossas células.

Falei anteriormente da realidade como um mundo hostil. Essa hostilidade, começa dentro de nós, se projeta no espelho, e a partir daí, cria toda sorte de coisas e situações que validam sua existência.

Então, se você se odeia, 
será possível escolher o alimento adequado
 para nutrir esse inimigo diário que dorme e acorda com você?

O que acha? É bem difícil. E é por isso que as dietas restritivas fazem tanto sucesso, pois são uma excelente forma de punição. De maus tratos mesmo!

Um dia, eu cansei de me odiar. Peguei pavor de barras de cereais, shakes, e toda aquela alimentação infernal de quem vive no purgatório. Liguei um foda-se universal e passei a comer o que queria, mandando a culpa pastar em outros campos. Meu corpo - ou melhor, eu mesma -, passou a desenvolver ótimas sensações corporais como retribuição, enquanto antes, eu só sentia mal estar e dor em tudo que era lugar, pois queria caber, onde não me encaixava, literalmente, de todas as formas. Daí, comecei a me guiar por tudo que me fazia sentir bem e fui descobrindo um mundo de percepções mentais e emocionais por trás da comida.

Nosso corpo, é totalmente voltado para o prazer, e o prazer está em tudo: no olhar, no paladar, no toque, em ouvir, pois, todos os sentidos nos retornam com maravilhosas sensações de bem estar. O grande problema da maioria de nós, está na restrição dessas sensações, na programação negativa que temos sobre nos permitir "sentir" o mundo.

Corpo é corpo. Uns tem mais curvas, outros são mais retos, alguns são simétricos, outros criam sua própria expressão, não importa sua forma. Corpo gosta de liberdade, de movimento, gosta de ser amado do jeito que ele é, e ser muito, muito bem cuidado, porque cuidar dele é beijar nossa alma expressa em cada pedaço de pele que nos cabe.

Eu descobri que a boa alimentação está associada à esse amor próprio. Quando começa a rolar essa paixonite com o espelho, ou, no mínimo uma aceitação, o corpo ganha uma voz que fala por meio de sensações aquilo que é apropriado e aquilo que não é. E isso, vai da quantidade aos tipos de alimentos. Adeus compulsão!

É como um casal que tem a disponibilidade de um ouvir o outro, não precisa gritar, um olhar e tudo está dito e entendido.

O pavor em relação à gordura corporal
Espero que você tenha entendido que as formas do nosso corpo são a expressão real daquilo que nos tornamos ao longo dessa caminhada aqui na Terra, e que nosso molde é VIP, exclusive e único, bonito, né?

Mas, nossa sociedade atual vive essa paúra louca com o lance da gordura. A aversão à gordura corporal nem sempre foi assim. Em tempos antigos, ter o corpo mais cheinho era sinônimo de fertilidade e sensualidade. Com o tempo, a sociedade foi re-significando a gordura até que ela se tornasse a expressão que ninguém quer para si. Muito provavelmente, daqui alguns séculos ela se tornará outra coisa, mas aqui e agora, ela simboliza um estado de pânico corporificado.

Muito provavelmente começou em tempos remotos, onde pessoas mais cheinhas sofreram algum tipo de repressão, associada a depressão e preconceitos sociais, corporificando - literalmente -, um status de falência pessoal. Sempre, em algum lugar do passado existe a criação de uma crença que vêm sendo continuamente alimentada, caso contrário, ela deixaria de existir.

Sendo assim, me diga, quando você olha uma pessoa gorda, o que pensa? O que significa a gordura para você? Preguiçosa, feia, pobre, fraca, depressiva, fracassada, mal amada, porca (suja), etc. Qual delas, ou, todas elas?

Disso tudo, acho que a expressão mais forte é a de fracasso (loser).

Dentro dos meus estudos encontrei e também descobri diversas causas emocionais para o acumulo de gordura que fazemos no corpo, cito alguns: acumulamos gordura quando queremos nos proteger; acumulamos gordura quando tememos nossa sensualidade / sexualidade, pois estando bagulhenta, não precisamos entrar em contato com nossos desejos mais sombrios; engordamos também quando nos sentimos vazios por dentro e a comida se torna uma forma prazerosa e compulsiva de nos preencher, também comemos - e muito -, quando buscamos prazer; e ainda, quando não sabemos o espaço que ocupamos no mundo, etc.

Lembrando de mim, eu me sentia emocionalmente pesada. Era como se carregasse o mundo inteiro dentro de mim. Meus erros, meus fracassos profissionais, minhas ideias sem realização, pensamentos e comportamentos reprimidos que acreditava serem errados, e pesavam. Eu tinha que carregar toda aquela não-expressão, era muito, muito pesado não ser, eu mesma.

Não é que não queiramos ser gordos, não queremos ser, o quê ser gordo significa. 

Porém, se você têm pavor de engordar 1 grama, tem aversão a gordinhos, ou vive criticando pessoas acima do peso, existe um obeso mórbido dentro de você, mesmo que, ao se olhar nos espelho você seja o reflexo da Olivia Palito.

Só nos incomoda o que nos espelha. O quê ser gordo significa para você? Preguiça? Então há um preguiçoso luxurioso dentro de você. Fracasso? O medo de fracassar te persegue. É chato, é ruim de admitir, aliás, se essa dinâmica fosse fácil de ser aceita, não haveriam tantos remédios para emagrecer no mundo.

De uma forma simples vejo a expressão do corpo por duas dinâmicas: ele pode ser somente um vaso por onde você e sua alma se expressam livre e deliberadamente, ou, pode ser um depósito de lixo emocional. Nem preciso dizer que o segundo, não é muito legal e que, a maioria das pessoas avessas ao sobrepeso, fazem espelhamento interagindo diretamente com esse aspecto.

Outro dia ouvi uma pessoa dizer que não há como ser feliz, se você for gordo. Isso é uma mentira. Dizer isso é concordar com a idéia esdrúxula, de que qualquer pessoa que tenha nascido propensa a um biotipo acima dos 50 kilos, tenha a altura que tiver, está fadada a infelicidade. Que pequenez de pensamento e que mundo triste é esse que essa pessoa vive.

Corpo é corpo. 
Você pode escolher vir (encarnar) com a forma que for mais confortável para você. Pode ser um magrelo, uma forma totalmente sem esquadro ou mais cheinho, não importa, é somente um corpo. E se sua relação com ele é de bem estar e alegria, ele só retorna com deliciosas sensações.

O corpo vêm com um dispositivo autônomo de equilíbrio. É de fábrica e está no DNA ancestral de todos nós, porém, como uma cebola, esse dispositivo está no miolo e para alcançá-lo é preciso passar pela enormidade de camadas (programações) que recebemos a respeito dele (corpo).

Quanto mais nos alinhamos ao nosso corpo, sua forma e seus sensações, mais próximos desse centro de equilíbrio chegamos.

Como você se sente vestida do seu corpo? Como lida com suas sensações? Como se dá esse relacionamento entre você e a forma na qual se expressa (corpo)?

A gente aprende muita besteirada sobre nosso corpo. Nossa educação corporal é praticamente baseada em tabus. Não pode isso, não deve aquilo, não toque lá, não mexa ali quando em público, e por aí vai.

Nossos corpos vivem famintos. Não de comida, essa sensação é um vício e uma distração sensorial. Estão famintos de atenção, de toque, de apreciação, de encontro, de reconhecimento, de descobertas, de dinâmicas energéticas positivas.

Como terapeuta corporal, o que mais tenho é história para contar de pessoas que desconheciam a existência de diversas partes do seu corpo. Não se exploram, não se tocam, não estão 100% presentes em sua pele. Muitas usam o corpo somente como cartão de vistas, umas como saco de pancadas, outras, como escudo e ainda tem aqueles que nunca estão em casa.

Esse dispositivo de equilíbrio que falei anteriormente, só pode ser ativado quando ocupamos todos os cômodos dessa "casa", chamada corpo físico.

Você pode a qualquer momento atualizar seu software corporal, para novas dinâmicas alimentares, mas tem conhecer a programação para alterá-la. Para isso, basta estar presente, estar consciente das escolhas minuto a minuto, entender que os alimentos são um banquete de energias que nos proporcionam uma forma de degustar a vida e que essa experiência, pode ser boa ou ruim, só depende da qualidade de relacionamento que criamos com eles, a partir da dinâmica de autoconhecimento.

Espero que ao longo desses posts eu tenha conseguido passar, dentro da minha percepção, que comer conscientemente pode e deve ser prazeroso, saudável, e que não existem regras quando compreendemos o quanto nosso universo pessoal é dinâmico e interativo.

Entendo que:
- Tudo é energia e que a diferença sobre elas está na sua percepção sobre como elas são;
- É necessário entrar em contato com suas alimentações emocionais (pílulas do pac-man, rs), afim de desconstruí-las;
- Que é preciso também transformar as crenças sobre os benefícios e malefícios dos alimentos;
- E principalmente, criar uma nova relação com seu corpo, visando conhecê-lo, entende-lo e amá-lo do jeito que ele for.

Como disse em outro post, essa não é uma forma milagrosa de perder 5 quilos em três dias, está mais para um "life style"  fora dos padrões comuns, embasado no bem estar e auto conhecimento como meio de vida. Por isso, o processo pode ser mais lento, mas com certeza a jornada será muito mais feliz.

A vida é essencialmente boa!

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Como anda sua relação com a comida??? Ruim? Auto destrutiva?
Que tal desconstruir essa dinâmica? Acesse meu site e faça contato comigo para saber sobre.

www.aromasesinergias.com

Abraços!
Monik Ornellas

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