Posted by : Monik Ornellas

Tenho plena consciência sobre o quanto tal ideia proporciona resistência e aversão nas pessoas, a de que: Somos todos vampiros de alguma forma, eu, você, sua mãe, o cara da esquina, TODOS!

É um fato real energético-espiritual inconsciente.


Temos uma cultura de aversão à tudo que é feio e escuro e o entendimento de "Vampirismo" está nesse balaio. Essa palavra, vampirismo, é associada à algo negativo, como algo que alguém rouba de você, mas irei usá-la nesse post no sentido de "trocas de energia", pois na verdade, é sobre isso que se trata.

Já falei claramente sobre Energia Negativa, e esse post complementa.

Nós vivemos num universo dual, onde não há ida, sem vinda e muito menos doação, sem recebedor. Se você está aqui lendo esse post num blog sobre consciência, sabe que no meu entendimento, não existem vítimas nesse universo, por sermos todos criadores da própria realidade, logo, não espere ler sobre "como se proteger de pessoas vampirescas bad vibe". Não vai rolar.

Normalmente, o vampirismo é um conceito sobre um comportamento que só é válido se está "fora" de nós, no sentido de estarmos à merce de algo ou alguém e nunca o contrário. Você consegue imaginar que você vampiriza as pessoas à sua volta? Difícil né? Mas rola. Não se culpe por isso, estamos no padrão, eu e você.

É bem simples: se você se relaciona em sociedade, muito provavelmente é, foi ou será um vampiro energético. Porquê? Porque todos nós temos carências em algum nível, e buscamos supri-las dentro dos nossos relacionamentos, entenda relacionamento, como tudo que você se relaciona: família, amigos, trabalho, redes sociais, esportes, atividades, objetos, etc.

O vampirismo energético ainda é nossa 
dinâmica básica de relacionamento do mundo.
O quê alimenta nossa realidade?

Se você ainda está resistente à ideia de que também é um vampiro, então, entenda: quando alguém nos vampiriza, mesmo estando no lugar da vitima, há um ganho qualquer por trás disso. Digamos que você seja uma dessas pessoas que ajuda todo mundo e sente que todos roubam sua energia. Esse é o preço da alimentação de uma auto estima baseada na necessidade de ser uma "pessoa boa". Tudo tem um preço, não desagradar ninguém sai bem caro energeticamente.

Vamos lá, começamos quando bebezinhos sugando nossa mãe, fisicamente, emocionalmente (os seios não foram colocados perto do coração à toa, né?) e também energeticamente. Não basta sermos amamentados fisicamente, é necessário no ato do mamar recebermos aquelas pílulas de amor, conforto e segurança, são essas emoções da mãe que vão criando na criança a noção de que ela está num local seguro, que é amada e nunca lhe faltará alimento, esse é o início da fundamentação do chakra básico (órgão energético).

Isso é um vampirismo (troca) visto de forma natural, se você conseguir compreender que, vampirismo nada mais é, que precisar se alimentar física, mental, emocional ou energeticamente do outro de alguma forma.

No caso do bebê, é necessário que ele se alimente da mãe em todos os níveis para poder construir sua noção de mundo, porém, também é mais que necessário que a mãe vá dando autonomia à criança a ter suas próprias experiências, afim de ir desenvolvendo sua auto percepção e independência. Com o tempo, ele irá desmamar fisicamente e assim gradativamente em diversos níveis ao longo dos anos, até se tornar um adulto totalmente sustentável física, energética, emocional e mentalmente.

Cada fase dentro do nosso crescimento enquanto crianças é de suma importância, porque cria a fundação das nossas bases mentais e emocionais, que darão o tom das nossas relações, todas elas: pessoas, parceiros, trabalho, amigos, família, filhos, etc. Se, por algum motivo algo nos falta nessa fundação, nós iremos buscar amigos, parceiros ou empregos que possam suprir o buraco no nosso campo campo emocional ou mental e consequentemente o energético.

É comum pais e filhos não conseguirem se liberar dessa alimentação emocional, e ainda quando adultos ficarem ligados de forma a desenvolverem relações extremamente difíceis, devido a essa "troca" que já deveria ter acabado. Só esse assunto dá um post inteiro.

Mas, uma observação importante: Não é de forma alguma culpa dos nossos pais o desenvolvimento das nossas relações-vampirescas. Eles sempre nos dão aquilo que têm de melhor, sendo o melhor, aquilo possuem para dar no grau ou formato que for. Culpá-los, é nos colocar nos lugar de vítimas e dessa forma continuar uma alimentação de cobrança, também vampiresca.

Não existem culpados, vítimas ou algozes nesse processo. O que existem são trocas. E como toda troca, você pode a qualquer momento, mudar a tônica na qual ela ocorre.

Vampirismo é um vício tão ou maior que cigarro ou drogas, aliás, um acontece do por causa do outro.

Por exemplo, se você não desenvolveu bem sua personalidade, a noção de quem você é, a auto aceitação total dos seus atributos, ou melhor, se não é sabedor de si mesmo, terá uma necessidade infinita de aprovação externa, e isso é vampirismo. Aliás, com as Redes Sociais, as selfies e etc, esse tipo de necessidade se transformou num vírus da aceitação e aprovação, alimentado pela quantidade de "curtidas recebidas".

É bom receber um elogio, porém, ser dependente dele para se sentir bem é o que caracteriza que você está buscando fora de si alimentação energética e emocional para tapar seu buraco de baixa auto estima. Porém, essa alimentação não dura muito, e na manhã seguinte você precisa de mais, e mais, e mais. Não importa se 123.098 pessoas curtiram sua foto, na verdade você só precisa de 1 curtida real e profunda: a sua.

Compartilhar ideias, fotos, eventos realmente é gostoso. Depender do feedback do compartilhamento para se sentir bem, é vampirismo.

Existem milhões de formas de criar vampirizações, a mais comum é àquela do tipo 'deixa a vida me levar':  a tia doente, o primo que precisa de ajuda, aquele projeto com prazo para entregar, as contas que nunca param de chegar, o cuidado dos filhos, a escola dos filhos, a adolescência dos filhos, o casamento dos filhos... E os problemas vão continuamente se substituindo uns aos outros e vamos aprendendo a tapar nossos buracos com pequenos elogios, reconhecimentos baratos e migalhas de atenção. Esse é um dos casos mais comuns de vampirização, porque aprendemos que é preciso se doar e colocar os outros em prioridade, caso contrário, somos egoístas.

Abafamos sonhos, desejos e vontades, pois elas nunca são compatíveis com as prioridades vigentes: os outros. Mas, é a realização pessoal e o auto conhecimento, que cria a força interna para gerar energia e expandi-la.

Para que você deixe de ser um "vampiro", é necessário que cure suas feridas, aprendendo a aceitar e amar a si mesmo em sua totalidade, fechando seus "buracos emocionais" e suas carências, o mesmo vale para quem vive colocando seu pescocinho para os outros se aproveitarem.

Esse vampirismo só deixa de acontecer quando estamos totalmente alinhados com nossas necessidades emocionais, físicas e mentais de forma que, nós mesmos desenvolvemos a habilidade em supri las, sem cobrar qualquer responsabilidade daqueles que você "ama".

Nós somos seres autônomos, sob todos os aspectos. Quando temos qualquer tipo de dependência em relação à outras pessoas, isso significa que nós roubamos delas - e vive versa, pois não existe via de mão única -, conteúdos energético e emocional para tapar nossos buracos, afim de que não sintamos a dor que ali existe.

Não existem vítimas, como também, não existem algozes. 

Tanto que, no momento que decidimos tomar atitudes, dizer não, se assumir, se bancar, fechamos a porta que permite a captação da nossa energia e passamos a reverter esse manancial para a auto realização, tiramos nosso pescoço do páreo. O contrário também é válido, ao suprir as próprias carências, os medos e inseguranças, paramos de buscar energia dos outros e passamos a nos sustentar de forma mais saudável,  nos re energizando na natureza, com a motivação de projetos, de auto estima e tudo que mantêm nossa mente alinhada com nossos propósitos pessoais.

Já escrevi diversas vezes aqui que somos seres sinérgicos. Seres emocionais e mentais que manipulam  energia de acordo com a forma como se sentem. Mas, basicamente dispomos de um manancial absurdo de energia para nos nutrir, e como tudo nesse planeta, essa energia é reciclável.

Captamos energia pela alimentação, pela respiração, pelo sol, os elementos da natureza e etc. Estamos imersos num universo abundante de energia para nos re-energizar, para que não tenhamos necessidade de tirar a do coleguinha.

Então, transcenda a palavra Vampirismo.



Abraço!

Monik Ornellas

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  1. Não tinha idéia que tinha uma veia vampiresca em mim...rs! Muito bom!

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