Posted by : Monik Ornellas


Ando bem quietinha nos meus textos, isso porque tenho sentido o desejo de somente observar. Observar o outro e trabalhar em mim, aquilo que me escandaliza nesse alguém, chamado outro.


Observo o mundo: pessoas na rua, na internet, comentários de matérias, programas de todos os tipos, vídeos e posts. É quase um hobby, rs.

E nesse processo de observar e limpar meus preconceitos, crenças e percepções distorcidas da realidade, surgiu um espaço muito bonito de um olhar carinhoso em relação à todos que vivem essa realidade dura, violenta e difícil, diariamente.

No início ficava extremamente indignada com a maldade, com a falta de sensibilidade dos comentários, a falta de gentileza e educação na rua.

Sei que você deve estar pensando: "É mesmo Monik, o mundo está muito violento, as pessoas muito mal educadas, blablabla", todos são unânimes nisso, não é? Pessoalmente, não curto essa falácia unânime sobre qualquer coisa, sendo assim, resolvi trabalhar em mim tudo que me incomodava e - literalmente - me dava falta de ar. Sim, eu me sentia muito sufocada só de ler um comentário cheio de ódio e preconceito sobre qualquer coisa. Então, comecei a trabalhar em mim aquela sensação desconfortável.

Encontrei vários sentimentos fortes, vitimistas e auto excludentes e dentre eles, muita raiva pelo outro ser do jeito que eu acreditava que ele era: ignorante, insensível e mal educado, tudo pautado nas crenças e educação que tive.

Porém, eu estava fazendo o MESMO que ele fazia, quando o julgava e detestava por ele ser como é, e não como EU gostaria que fosse, sendo que, eu mesma NÃO estava fazendo, aquilo que acreditava que o outro deveria fazer: ser consciente, compreensivo e sem preconceitos. Entende a incongruência das coisas? Na verdade, o dedo que eu estava apontando para as pessoas, era para mim mesma.

E é isso. Ponto. Quando limpo em mim, essa necessidade egoísta e mimada de querer que o outro tenha ideias, percepções e comportamentos que EU acho apropriados, consigo vê-lo exatamente como ele é: humano. Tal como eu sou, na mesmíssima proporção. Nem mais, nem menos, nem melhor, nem pior.

Fazendo esse trabalho comigo, percebi o quanto de tristeza, infelicidade, angustia, vergonha e inapropriação existem em cada um de nós e que quando o outro se faz insensível ou maldoso, é somente uma capa de proteção, pois ele acredita que o mundo onde vive é um lugar hostil e todo esse comportamento destrutivo é uma forma inconsciente de defesa.

Minha dica é: se você acha que o mundo anda ruim, violento e desumano, mude essa percepção que foi construída dentro de você, esse olhar é completamente desumano não com o outro, mas com você mesmo. Quando limpamos a violência e a maldade que existe dentro de nós, conseguimos ver a nós mesmos e aos outros em outras perspectivas.


Você vai descobrir que na verdade, não vivemos num mundo violento, mas sim de pessoas feridas e fragilizadas, tal como um animal que recebeu maus tratos e por isso, desenvolveu uma noção negativa sobre pessoas, não conseguindo mais diferenciar se aquele humano em particular, deseja lhe dar um carinho ou um tapa. Pois é, sem consciência, não somos diferentes em nada dos animais.

Mas, toda essa defesa e agressividade, no funfo no fundo, são reflexo de um pedido de socorro que se resume na busca por um olhar carinhoso sobre si mesmas.

Humanidade se espelha no nosso olhar, então, vale a pena mudar a si mesmo.
Bjs!


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